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Na adolescência,
quando a personalidade ainda não está plenamente configurada,
esse tipo de obsessão é ainda mais forte.
A paciente se vê gorda, com gordurinhas imaginárias
aqui e ali. Essa idéia distorcida não é corrigida
pela argumentação lógica de todas as pessoas
de sua intimidade, mesmo que se façam comparações
racionais, mostrem-se fotos ou outros argumentos sensatos.Concomitantemente
surge uma preocupação obsessiva com os alimentos,
com as calorias, com o peso, gramas e miligramas. A simples idéia
ou visão de alimentos mais gordurosos causa enjôo e
náusea.
Para o diagnóstico de bulimia nervosa é necessário
haver ataques de comilança, chamado pelos especialistas de
"episódio do comer compulsivo", ocorre pelo menos
duas vezes por semana, ao longo de três meses seguidos, de
acordo com a definição da Associação
Americana de Psiquiatria. A pessoa ingere uma quantidade imensa
de calorias em uma mesma ocasião, com sensação
de perda de controle. Então, seguem-se comportamentos compensatórios
- em função do medo de ganho de peso, da culpa e de
outras sensações desagradáveis.
Esses mecanismos de compensação - ou purgação,
como classificam os médicos - podem ser o vômito provocado,
o uso de medicamentos (especialmente laxantes e diuréticos),
exercícios físicos em excesso e até completo
jejum. São classificados em dois tipos:
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Tipo Purgativo: O paciente se envolveu regularmente
na auto-indução de vômito ou no uso indevido
de laxantes, diuréticos ou enemas.
Tipo Sem Purgação: O paciente usou outros
comportamentos compensatórios inadequados, tais como
jejuns ou exercícios excessivos, mas não se
envolveu regularmente na auto-indução de vômitos
ou no uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas.
As complicações mais comuns da Bulimia podem
ser:
-Dores musculares e câimbras
- Inflamação na garganta pelos efeitos do vômito
-Cáries dentárias
-Desidratação e desnutrição
-Desequilíbrio eletrolítico, com franqueza e
desmaios
-Vômitos com sangue
-Face inchada e dolorida por inflamação das
glândulas salivares
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As conseqïências da Bulimia no corpo são:
- Grande perda de massa muscular. Aumento da tendência a engordar,
com a perda de músculos e a redução do metabolismo
- Maior risco de colite e sangramento intestinal (por causa dos
laxantes), destruição da placa neuromotora que controla
o movimento do intestinoDesequilíbrios metabólicos
- Alterações hormonais, como ovário policístico,
infertilidade entre as meninas e desequilíbrio da produção
de testosterona entre os rapazes
- Com a eterna descompensação de nutrientes e minerais,
unhas ficam muito fracas, aparecem diversos problemas de pele, os
cabelos caem
- Descontrole da tireóide: uma das causas do hipotireoidismo
é o uso descontrolado de remédios para perder peso.
- Inchaço, pela perda exagerada e constante de sódio,
potássio e cloro, causada por vômitos, diuréticos
e laxantes, comprometendo o equilíbrio de água no
corpo.
- Desidratação crônica
- Perda de função renal
- Auto-mutilação (a pessoa fica nervosa e pode se
machucar, em um acesso)
- Maior incidência de infecção de garganta
- Maior risco de colite e sangramento intestinal (por causa dos
laxantes), destruição da placa neuromotora que controla
o movimento do intestino
- Problemas gástricos: dor de estômago, esofagite,
gastrite, sangramento gastrintestinal
- Corrosão e queda dos dentes por causa do ácido do
estômago, o HCL, que o vômito provocado faz entrar em
contato com partes do corpo que não têm proteção
contra ele (esôfago, faringe, traquéia, mucosa bucal,
dentes).
Desejar ardentemente ter uma imagem corporal perfeita não
implica sofrer da doença, porém esse fato faz aumentar
as chances. Um dos gatilhos são as dietas rigorosas, de poucas
calorias ou que excluem grupos inteiros de alimentos. Padrões
irreais de magreza extrema das modelos, que aparecem felizes e poderosas
na televisão, nas passarelas ou nas revistas podem ser outro
gatilho para esse complicado problema.
A bulimia nervosa tem 50% de chances de cura total e 25% de recuperação
parcial. O tratamento é de longo prazo e precisa ser feito
por uma equipe multidisciplinar especializada em transtornos alimentares:
psiquiatra, psicólogo, nutricionista e clínicos gerais
cuja a especialidade corresponda ao atendimento á doença.
É importante ressaltar que quem começar a se desesperar
com o peso ou com a aparência deve procurar um médico
ou uma nutricionista, antes de mergulhar no que pode ser um caminho
sem volta.
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