|
O número
de crianças obesas tem crescido nos últimos anos e
os pais precisam alertar para as consequências danosas provocadas
pela obesidade infantil. É preciso alertar para o fato de
que é em torno dos dois anos e meio que se definem o número
de células gordurosas de uma pessoa adulta. Sem controle,
a obesidade infantil pode ser fatal. É um mal que provoca,
ainda na infância, problemas de coluna, nas articulações,
fere a auto-estima e leva à rejeição social.
Ao atingir a fase adulta pode surgir diabetes e, segundo estudos
realizados no mundo inteiro, a obesidade também está
ligada a vários fatores de risco para doenças do coração
como: hipertensão arterial, colesterol e triglicerídeos
elevados entre outros.
A maior parte do colesterol está ligada a lipoproteínas
de baixa densidade (LDL) e o restante, a proteínas de alta
densidade (HDL). O colesterol ligado à LDL é o que
se deposita nas paredes das artérias, quando em excesso.
Por isso é denominado mau colesterol. Por outro
lado, o HDL pode ser considerado o "bom colesterol", pois
ele retira o LDL colesterol da parede das artérias e o transporta
para ser metabolizado no fígado, "como se limpasse as
artérias por dentro", desempenhando assim papel de proteção
contra a aterosclerose.
A aterosclerose é uma doença lentamente progressiva
que se inicia na infância, mas não se manifesta até
a idade adulta ou meia idade. Nas artérias de uma criança
de dez anos de idade já podem ser observadas estrias gordurosas
que podem, na idade adulta, progredir até uma placa gordurosa
endurecida que, por sua vez, pode levar a uma lesão mais grave
comprometendo o fluxo de sangue naquela artéria, ocasionando:
infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ("derrame",
isquemia), gangrena das extremidades (pés) e aneurismas, a
depender da localização da artéria comprometida
Para a prevenção
e tratamento da aterosclerose precoce recomenda-se, entre outras
coisas, o combate ao colesterol alto ainda durante a gestação.
Mães com taxas elevadas têm filhos com maior presença
de lesões iniciais de aterosclerose. Os cuidados devem começar
no útero, por meio de uma alimentação saudável
e estilo de vida ativo.
O aumento de 1% no nível de colesterol eleva em 2% o risco
de sofrer um infarto. Quanto maior o tempo em que a criança
for submetida às elevações de colesterol no
sangue, maiores são as chances de desenvolver doenças
relacionadas ao problema
Não raro, as causas do colesterol alto na infância
são maus costumes alimentares e sedentarismo. Isso se deve
em parte aos pais, que facilitam o acesso às mais diversas
guloseimas. Daí a importância em despertar hábitos
nutritivos nos pequenos. Outro fator que contribue ao sedentarismo
são os cuidados dos pais que impedem seus filhos de saírem
de casa por causa da violência nas ruas. Desta forma, as crianças
não podem correr nas praças, andar de bicicleta e
participar de outras brincadeiras de criança, ou seja, não
queimam calorias. As crianças ficam em casa, dentro de seus
quartos, sentadas ou deitadas na cama, jogam video-game, navegam
pela internet, assistem vídeos ou estão ligadas nos
canais da TV.
Colesterol alto não anda de mãos dadas com os quilos
extras. Grande parte das crianças obesas atendidas nos consultórios
médicos não têm colesterol alto. O excesso de
peso é um complicador. É perfeitamente possível
um obeso ter colesterol normal e um magro não. Isso depende
do metabolismo de cada pessoa.
É evidente que o erro alimentar da criança obesa
aumenta as chances de ela adquirir níveis elevados de colesterol.
Além disso, essa criança não está livre
de manifestar outros problemas também.
E atenção mães: bebês que mamam
no peito têm menor risco de se tornarem obesos.
Mas nem só a má alimentação e o sedentarismo
explicam o aumento do colesterol em crianças e adolescentes.
A genética tem muito a ver com o problema. Um estudo mostrou
que cerca de 10% dos filhos e/ou netos dos pacientes vítimas
de um infarto até os 55 anos de idade apresentavam alterações
da substância no organismo. Também existem as doenças
hereditárias graves e raras que produzem índices extremamente
elevados de colesterol no sangue. É o caso da hipercolesterolemia
familiar.
Quanto maior a regularidade das atividades físicas, maior
será a proteção ao sistema cardiovascular.
Afinal, as práticas ajudam a queimar gorduras, controlar
a pressão sangüínea, elevar os níveis
do colesterol bom (HDL), diminuir os níveis do colesterol
ruim, além de darem alívio ao estresse.
Conheça alguns procedimentos auxiliares na redução
dos níveis de colesterol:
1) cortar calorias nas refeições - os pais
não devem superalimentar seus filhos à mesa. Se o
cardápio é sempre muito calórico, talvez seja
hora de repensar os hábitos alimentares da família
em benefício da criança. Estudos comprovaram que os
hábitos alimentares dos pais contribuem para o desenvolvimento
da obesidade em crianças em idade escolar.
2) limitar os lanchinhos - os pais não devem forçar
seus filhos a comerem frutas e vegetais, ao invés disso,
eles devem limitar a oferta de "guloseimas" em seus armários.
A criança dificilmente aceitará frutas ao ter biscoitos
e outras massas ao seu alcance.
O que evitar:
3) introduzir atividades físicas - a atividade física
é indispensável para a criança queimar calorias
reduzindo seu excesso de gordura.
4) redução do tempo de TV - Estudos têm
mostrado a relação direta entre assistir TV e a obesidade
infantil.
A
consulta médica e o exame como forma de prevenção
para verificar o teor de colesterol no corpo (lipidograma) são
as formas corretas de procedimentos, para iniciar se necessário,
o tratamento adequado o quanto antes.
|