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Talvez
desta época, em que o amor pela natureza, a admiração
e o respeito pelas plantas, animais e minerais me chegaram de forma
tão límpida, tenha vindo a minha escolha pela homeopatia
e fitoterapia.
Andei
um bocado pelo mundo até que aportei em Campinas -SP para
fazer a faculdade de medicina na Unicamp. Grande curiosa e apaixonada
pelo ser humano que sou, ficava absolutamente encantada quando os
mistérios do corpo em toda sua perfeição me
iam sendo pouco a pouco desvendados. No entanto, acreditava que
existia algo além do corpo, além da matéria.
Fiz
minha residência médica em Saúde Pública
e Medicina Preventiva, também na Faculdade de Ciências
Médicas da Unicamp. Esta etapa da formação
ampliou meus horizontes pois me ajudou a entender o ser humano do
ponto de vista social através de estudos de antropologia,
filosofia, política etc.
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Minha
pós graduação sensu lato foi feita na
Associação Paulista de Homeopatia em São
Paulo. Lá entrei em contato com um novo paradigma de
medicina que considerava o homem, não só como
um corpo, mas como um todo, individual e complexo.
Eu
já havia percorrido um longo caminho, mas foi na especialização
em homeopatia, que, pela primeira vez dentro da minha formação
médica, eu ouvi a palavra AMOR . Sabia, então,
que havia encontrado o que eu buscava: uma medicina que fosse
uma profissão de amor.
Montei, dentro de um assentamento sem terra, na zona rural
do município de Mogi Mirim SP, um posto de saúde
para atendimento de uma população menos favorecida
econômica e culturalmente. Queria construir um lugar
em que o atendimento público em saúde funcionasse
com uma lógica mais humanitária.
Ele , hoje, é uma utopia que virou realidade. Pessoas
carentes têm acesso à homeopatia e fitoterapia.
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Sou
uma homeopata unicista (que trabalha com medicamento de fundo para
reequilibro global), e, na minha prática clínica a
homeopatia é soberana. No entanto, se houver necessidade,
lanço mão da fitoterapia (cuja ciência me foi
tão carinhosamente ensinada pelo Sr. Langerton de Peirópolis-MG)
, regimes, reeducação alimentar e ortomolecular como
suporte e complemento para o tratamento.
Alguns
podem me perguntar: Mas e alopatia? Você não
usa de jeito nenhum? No atual estágio de desenvolvimento,
isso seria uma arrogância inadmissível. Toda forma
de terapia (a alopatia, a homeopatia, a acupuntura etc) tem suas
limitações. Meu compromisso é com a saúde,
o equilíbrio e o bem estar do meu paciente e o tratamento
homeopático é o melhor caminho. Isso, no entanto,
não pode ser interpretado como uma licença para descartar
os avanços em áreas aonde a medicina clássica,
por exemplo, é imprescindível. Por isso, se para salvar
uma vida, eu realmente precisar lançar mão de outros
recursos sem dúvida, eu o farei."
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