VACINAR OU NÃO


Esta é uma eterna discussão entre os homeopatas e, no final, cada um acaba adotando a sua própria conduta de acordo com o tipo de homeopatia que exerce (unicista ou pluralista) e do entendimento que tem dela.

Eu sou homeopata unicista (uso do medicamento de fundo para o reequilibro global), e o que escrevo a seguir é a minha visão pessoal do assunto.

As argumentações dos homeopatas que não vacinam são: que a vacina pode ser um agente nocivo para a criança, que estando bem equilibrada a criança não pega a doença e que se pegar ela pode superar e tratar com homeopatia.

Eu não discordo de nada disso mas penso que algumas questões devem ser consideradas.

Os agentes nocivos aos quais a criança está exposta na sua vida cotidiana são muitos e de diversas espécies: germes de todos os tipos, alimentos com substâncias químicas tais como corantes, estabilizantes etc, poluição, violência, tristezas e tantas outras coisas. Tudo isso pode desequilibrar sua energia vital e deverá ser reequilibrada com medicamentos homeopáticos. Então, poupar justamente a "nocividade" da vacina, que, às expensas do desequilíbrio, traz a proteção contra enfermidades que podem ser fatal ou deixar seqüelas, me parece sem sentido.

Assim, se uma criança bem equilibrada pelo tratamento homeopático não pega ou pode lidar bem com o sarampo, quanto mais com a vacina contra sarampo.

Por último, vale a ponderação de que toda terapêutica tem suas limitações, assim como os médicos e os organismos tratados e que não se pode agir com a arrogância do absolutismo quando se está tratando com vidas humanas.

Há muitas variáveis em jogo quando se tem que tomar uma decisão como esta: vacinar ou não. Cada caso deve ser estudado individualmente, os prós e contras devem ser explicados aos pais das crianças e a decisão deve ser tomada conjuntamente: pais e médico.