VERÃO EM BOA FORMA


É hora de mandar embora os quilinhos a mais para encarar o biquini e as festas de final de ano.

O excesso de peso é causado na maioria das vezes pelo estresse, que libera hormônios - adrenalina e cortisona, reguladores da sensação de saciedade e fome - que impedem o emagrecimento. O segredo está em equilibrar o organismo para que isto desapareça.

A Medicina Ortomolecular, já se torna uma tendência entre as pessoas que desejam ficar mais em forma e pode ser a solução para o seu verão. Não só um verão no peso certo, mas também uma vida mais alegre e saudável. Tudo porque a medicina ortomolecular - sim, trata-se de um ramo medicinal, não uma simples dieta da moda - busca, antes de tudo, reequilibrar o organismo do paciente, o que faz do emagrecimento conseqüência natural do tratamento.

O equilíbrio se dá graças à absorção certa das substâncias (orto = correto) que seu corpo precisa. A idéia básica da medicina ortomolecular é que a saúde depende, em grande parte, de suprir o organismo com quantidades de vitaminas e minerais de que ele necessita para funcionar perfeitamente. Não se trata apenas de uma alimentação balanceada. É preciso também complementá-la com os minerais e as vitaminas que estão fazendo falta ao seu corpo.

Apenas a reeducação alimentar não é suficiente, pois nem sempre a pessoa consegue absorver todas as substâncias presentes nos alimentos. Existem pessoas que não conseguem absorver o cálcio do leite e do queijo, por exemplo. Nesses casos, é preciso buscar outra fonte da substância, aí que entram os suplementos nutricionais.

A ingestão de alimentos com uma grande concentração de antioxidantes, aliada à prática de técnicas de relaxamento e o abandono de hábitos nocivos à saúde levam a uma melhora completa do organismo da pessoa.


Alimentos funcionais

Alguns alimentos da dieta ortomolecular ajudam no processo de perda de peso porque são termogênicos, ou seja, aceleram o metabolismo. Dentre eles, podemos citar os chás verde, preto e mate, o café, além do vinagre de maçã e dos condimentos em geral (alho, mostarda, curry, pimenta-do-reino, gengibre e canela). Já alguns alimentos ricos em fibras (verduras, legumes, frutas e feijões) são os considerados de calorias negativas, ou seja, são nutrientes que, ao serem consumidos, gastam mais calorias no processo de digestão do que a quantidade que eles contêm.

Os alimentos refinados, industrializados ou muito gordurosos devem ser dispensados. Nesta classe estão:

- Açúcar, biscoitos, bolos, chocolates, doces, geléias, mingaus, sorvetes;
- Salgadinhos, frituras, batata chips, embutidos; ? Carnes e queijos gordurosos;
- Arroz branco, pão francês, cereais refinados (farinha de aveia e sucrilhos), amido de milho, farinha de mandioca, farofas prontas;
- Sal em excesso.

Além da comida saudável, a medicina ortomolecular lança mão de suplementos de vitaminas, minerais, lactobacilos, enzimas, fitoterápicos, ácidos graxos e aminoácidos, que são poderosos contra os temidos radicais livres. Esses suplementos, no entanto, são indicados caso a caso, pois as formulações variam de acordo com as carências orgânicas de cada um e só devem ser utilizadas com orientação médica. Antes disso, é realizada uma consulta minuciosa e a requisição de exames laboratoriais, para uma melhor avaliação do status bioquímico e assim traçado o perfil, de acordo com a necessidade do paciente. Porém se a perda de peso está entre 2 kg e 4 kg, esse paciente talvez não necessite de suplementação, a não ser que os exames mostrem alguma deficiência nutricional a ser corrigida.

A perda de peso acontece graças à reeducação alimentar e ao equilíbrio nutricional promovido pelos suplementos. Esse equilíbrio soluciona problemas como estresse, retenção de líquido, TPM e depressão, que muitas vezes são a causa do excesso de peso. Não existe uma dieta específica na ortomolecular, mas, uma reposição de nutrientes que faz o paciente comer o que quiser, porém, bem menos pois não sentem aquela compulsão.

O tempo de tratamento nos casos de emagrecimento varia conforme o estado físico do paciente, mas em casos de pessoas não-obesas, três a quatro meses são suficientes para uma boa perda de peso. Ou seja, tempo perfeito chegar no verão com o corpo em forma.